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Mostrando postagens com o rótulo winsor & newton

praça da liberdade

Saiba sobre o processo criativo dessa pintura em aquarela. Apesar de ter sido uma encomenda de uma grande amiga, confesso que foi o início de uma maravilhosa experiência para um futuro projeto pessoal onde eu encararei vários símbolos da arquitetura urbana da grande Belo Horizonte, em Minas Gerais e, quiçá, outras cidades pólos do país. Mas, ainda não tive como incluir tal projeto em minha agenda atolada de trabalhos e, portanto, ele ainda existe, mas em banho maria. Pintar a Praça da Liberdade foi simplesmente desafiador, tanto no contexto complexidade quanto na ideia de reproduzi-la com fidelidade e de maneira satisfatória.  Em seu processo criativo, primeiro de tudo fui até o local e tirei várias fotos. A cliente fazia questão que ela e o marido aparecessem de alguma forma e que o coreto e o prédio do Niemeyer também fossem planos de fundo. Por morarem muito próximos e a praça ser o quintal de suas casas, e que fazia parte de suas histórias, era importante captar c...

composição, cores quentes e frias, iluminação e clima.

Por mais simples que seja, sua arte pode ficar ainda mais rica quando se tem todo um propósito estético em cada aresta. O que mais me chama a atenção nessa imagem foi o fato deu a tê-la desenhado em rascunho, no sketchbook, sem a mínima pretensão de criar esse clima todo em torno do momento apresentado. Mas, quando pensei em pintá-la, já comecei a dar forma, em pensamento, à sua atmosfera.   Na composição, de cara, temos uma luminária externa no centro exato da cena. O ambiente é noturno e só se percebe isso pela iluminação que nos mostra a noite estrelada ao fundo. À direita temos um close fechado nos detalhes de um pedaço de muro e uma janela (supostamente uma casinha de esquina), iluminada pela luz artificial. Percebe-se que a luminária substitui a luz da lua e cria sombras projetadas na parede da casa em cima de cores quentes, propositadamente, para aquecer um ambiente frio, mostrado pelas mangas compridas da blusa da personagem. Por fim, podemos perceber as duas m...

a escolha da técnica depende do material ou o material depende da técnica?

Eu já havia decidido não usar colorização digital em O Sopro Sagrado, A Grande Epopéia,  mas para definir como pintar as cores dessa obra, precisei fazer alguns pequenos mas fundamentais testes, usando materiais e técnicas de aplicações diferentes em cada um deles. Pouco distintos para muitos, mas para quem já tem certa experiência faz uma diferença que vai do 8 ao 80. Acima, uma das imagens rascunhadas no sketchbook, como estudo de cena (ângulo, iluminação e movimentos das personagens). Posteriormente a mesma foi para a mesa de luz para ser redesenhada no papel adequado. Abaixo, na primeira cena, temos um papel Fabriano 300g e os traços a nankin, com bico-de-pena e caneta. Já na segunda cena, traços à lápis fine art Cretacolor 2B e HB em papel Montval 300g. Posteriormente, iria fazer o mesmo teste de cores usando a mesma técnica, apenas invertendo os papéis (literalmente). Mas não precisei chegar a essa segunda opção, ainda bem! Essa parte do processo c...