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Mostrando postagens com o rótulo painting

praça da liberdade

Saiba sobre o processo criativo dessa pintura em aquarela. Apesar de ter sido uma encomenda de uma grande amiga, confesso que foi o início de uma maravilhosa experiência para um futuro projeto pessoal onde eu encararei vários símbolos da arquitetura urbana da grande Belo Horizonte, em Minas Gerais e, quiçá, outras cidades pólos do país. Mas, ainda não tive como incluir tal projeto em minha agenda atolada de trabalhos e, portanto, ele ainda existe, mas em banho maria. Pintar a Praça da Liberdade foi simplesmente desafiador, tanto no contexto complexidade quanto na ideia de reproduzi-la com fidelidade e de maneira satisfatória.  Em seu processo criativo, primeiro de tudo fui até o local e tirei várias fotos. A cliente fazia questão que ela e o marido aparecessem de alguma forma e que o coreto e o prédio do Niemeyer também fossem planos de fundo. Por morarem muito próximos e a praça ser o quintal de suas casas, e que fazia parte de suas histórias, era importante captar c...

heath ledger, clint eastwood, alla prima e aquarelas monocromáticas

Por que pintar usando uma única cor e não usar rascunhos? Pintar usando uma única cor é sempre um maior e ótimo desafio. A limitação para se desenvolver formas e volumes ficam à cargo da luz e sombra e, sem o uso de cores variadas,  unicamente dos valores tonais.  Nessas duas artes em meu sketchbook usei apenas esses valores à partir do preto. Na primeira imagem - baseada em foto colorida do ator Heath Ledger, o Coringa de O Cavaleiro das Trevas (nos bastidores, durante o início da maquiagem) -, esse processo de transformação do colorido para o preto e branco fica ainda mais difícil, pois você tem que partir exclusivamente das luzes e sombras para descobrir a forma em seu todo, em uma única cor, e seus valores. Já para a arte do ator Clint Eastwood, me baseei em foto monocromática, mesmo, o que já facilitou um tanto e foi quase que praticamente uma reprodução, apenas. Bom ressaltar que para ambas as artes não usei nenhum tipo de rascunho, fui diretamente na tinta à part...

composição, cores quentes e frias, iluminação e clima.

Por mais simples que seja, sua arte pode ficar ainda mais rica quando se tem todo um propósito estético em cada aresta. O que mais me chama a atenção nessa imagem foi o fato deu a tê-la desenhado em rascunho, no sketchbook, sem a mínima pretensão de criar esse clima todo em torno do momento apresentado. Mas, quando pensei em pintá-la, já comecei a dar forma, em pensamento, à sua atmosfera.   Na composição, de cara, temos uma luminária externa no centro exato da cena. O ambiente é noturno e só se percebe isso pela iluminação que nos mostra a noite estrelada ao fundo. À direita temos um close fechado nos detalhes de um pedaço de muro e uma janela (supostamente uma casinha de esquina), iluminada pela luz artificial. Percebe-se que a luminária substitui a luz da lua e cria sombras projetadas na parede da casa em cima de cores quentes, propositadamente, para aquecer um ambiente frio, mostrado pelas mangas compridas da blusa da personagem. Por fim, podemos perceber as duas m...

composição: clima e cores.

Durante um processo criativo rolam as melhores bagunças! Eis o estudo de uma ceninha (daquelas que a gente agarra e repete várias vezes até achar a melhor composição) de O Sopro Sagrado, a Grande Epopéia - que só consigo produzir nas horinhas vagas entre um cafezinho e outro, no momento.

folha seca

Tenho uns vasinhos de gerânios, dentre outras plantas ornamentais. E vira e mexe as folhagens sempre são um bom motivo para estudar. Na imagem, a folha seca em cima do papel e a pintura referente. Percebemos que por mais que imitemos sua forma e suas cores, não dá pra fazer exatamente igual (e isso é para poucos, claro!). Mesmo assim, não foi a minha intenção e, sim, obter uma qualidade de estudo em cima de uma boa referência de formas, volumes, cores, luzes e sombras. Usei três cores: carmim, amarelo ouro, verde veronese. O marronzinho saiu com a mistura dessas três cores.

retalhos, rebabas e bom proveito!

A única parte boa da sobra de um bom papel para aquarela (muito caros, diga-se de passagem) é que muitas vezes essas rebabas tornam-se pequenos sketchbooks.  Nessa imagem ao lado vemos um encadernado  desses recortes que sobraram de uma pequena resma de Fabriano 300gr. Desta forma fica muito bom aproveitarmos para estudar e, com isso, até perdemos o medo de molhar à tinta o papel em seu avesso, onde a textura é bem diferente.

a importância da qualidade das ferramentas de trabalho

Aaah, o sonho de consumo, essa ganância que nos invalida a moral, aqueles dois saquinhos que ficam bem ali embaixo... Estou falando dos bolsos! E artista, sabe como é, né? Não compra calça jeans, sapato bacana, óculos de sol de 3 mil reais, relógios, carrão... não vai pro pagodão, não viaja pra lugares tropicais, ensolarados... Não! Tá, não pensem em artista que vai pra Trancoso, Arraial D’ajuda, Tomé das Letras... Tô falando daquele que compra livro e depois que compra muitos livros, compra mais, aí quando cansa de comprar livro, compra tintas e mais tintas e volta a comprar livros. Por fim compra uma bicicleta porque fica o dia todo sentado (e bicicleta dá pra se exercitar sentado) porque ele acredita no ócio criativo, mas precisa mexer mais a caveira e se mirar no horizonte. Então, em vez de um paraíso tropical, lá vai ele: Louvre, em pleno inverno. Pimba! Moscou... Holanda... e dá-lhe livros! Então compra mais tinta... papéis de 500 reais o metro quadrado, telas...