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Mostrando postagens com o rótulo Fabriano

grisaille e underpainting lado a lado

O que você precisa saber sobre criar uma base monocromática para sua pintura em aquarela antes de aplicar qualquer outra cor. No método tradicional da pintura em aquarela, vamos trabalhando em camadas de cores que vão dos tons mais claros e transparentes (ao contrário de outras técnicas) aos mais escuros e até mesmo opacos, dependendo do grau de intensidade que desejamos dar ao resultado final. E o resultado final  (não se falando ainda do processo de desenvolvimento da pintura) tão importante ou mais do que o processo, para quem está sempre procurando desenvolvimento, nem sempre se chega da mesma forma para todos. É como nos softwares de arte digital, onde você tem mil ferramentas e cada artista trabalha à sua maneira com ferramentas diferentes para se chegar a um mesmo resultado. Nesse post sobre o processo de pintura monocromática , em alla prima , falo dos valores tonais que dão forma ao que se pretende pintar através de uma única cor. São esses valores que definem o ...

heath ledger, clint eastwood, alla prima e aquarelas monocromáticas

Por que pintar usando uma única cor e não usar rascunhos? Pintar usando uma única cor é sempre um maior e ótimo desafio. A limitação para se desenvolver formas e volumes ficam à cargo da luz e sombra e, sem o uso de cores variadas,  unicamente dos valores tonais.  Nessas duas artes em meu sketchbook usei apenas esses valores à partir do preto. Na primeira imagem - baseada em foto colorida do ator Heath Ledger, o Coringa de O Cavaleiro das Trevas (nos bastidores, durante o início da maquiagem) -, esse processo de transformação do colorido para o preto e branco fica ainda mais difícil, pois você tem que partir exclusivamente das luzes e sombras para descobrir a forma em seu todo, em uma única cor, e seus valores. Já para a arte do ator Clint Eastwood, me baseei em foto monocromática, mesmo, o que já facilitou um tanto e foi quase que praticamente uma reprodução, apenas. Bom ressaltar que para ambas as artes não usei nenhum tipo de rascunho, fui diretamente na tinta à part...

folha seca

Tenho uns vasinhos de gerânios, dentre outras plantas ornamentais. E vira e mexe as folhagens sempre são um bom motivo para estudar. Na imagem, a folha seca em cima do papel e a pintura referente. Percebemos que por mais que imitemos sua forma e suas cores, não dá pra fazer exatamente igual (e isso é para poucos, claro!). Mesmo assim, não foi a minha intenção e, sim, obter uma qualidade de estudo em cima de uma boa referência de formas, volumes, cores, luzes e sombras. Usei três cores: carmim, amarelo ouro, verde veronese. O marronzinho saiu com a mistura dessas três cores.

a escolha da técnica depende do material ou o material depende da técnica?

Eu já havia decidido não usar colorização digital em O Sopro Sagrado, A Grande Epopéia,  mas para definir como pintar as cores dessa obra, precisei fazer alguns pequenos mas fundamentais testes, usando materiais e técnicas de aplicações diferentes em cada um deles. Pouco distintos para muitos, mas para quem já tem certa experiência faz uma diferença que vai do 8 ao 80. Acima, uma das imagens rascunhadas no sketchbook, como estudo de cena (ângulo, iluminação e movimentos das personagens). Posteriormente a mesma foi para a mesa de luz para ser redesenhada no papel adequado. Abaixo, na primeira cena, temos um papel Fabriano 300g e os traços a nankin, com bico-de-pena e caneta. Já na segunda cena, traços à lápis fine art Cretacolor 2B e HB em papel Montval 300g. Posteriormente, iria fazer o mesmo teste de cores usando a mesma técnica, apenas invertendo os papéis (literalmente). Mas não precisei chegar a essa segunda opção, ainda bem! Essa parte do processo c...

retalhos, rebabas e bom proveito!

A única parte boa da sobra de um bom papel para aquarela (muito caros, diga-se de passagem) é que muitas vezes essas rebabas tornam-se pequenos sketchbooks.  Nessa imagem ao lado vemos um encadernado  desses recortes que sobraram de uma pequena resma de Fabriano 300gr. Desta forma fica muito bom aproveitarmos para estudar e, com isso, até perdemos o medo de molhar à tinta o papel em seu avesso, onde a textura é bem diferente.

cilada nos rascunhos

Este é apenas um quadro de uma das páginas já desenhadas de  O Sopro Sagrado . Depois de quase dez anos sem fazer histórias em quadrinhos, muita coisa mudou em meu processo técnico e criativo, minha forma de ver a produção e o desenvolvimento do trabalho. As últimas coisas que fiz de histórias em quadrinhos na vida (lembrando que, quando digo histórias em quadrinhos, não me refiro às tiras) eram de uma outra parte do meu trabalho. Então, vamos fazer assim: vamos celebrar as HQ's de Laz Muniz antes e depois de  O Sopro Sagrado , ok? Na parte técnica, depois de desenhar as duas primeiras páginas à lápis, em papel layout, descobri algo super factual e que muito me aborreceu. Como farei toda a arte da HQ no lápis e com as cores em aquarela, por mais que eu seja experiente na mesma (não por qualidade, talvez, mas por tempo de trabalho dedicado à técnica) eu percebi que fazer os rascunhos com grafite preta só me atrapalhariam, já que não posso ficar rascunhando e desmanchando de...

inebriada e feliz

Aqui são duas pequenas aquarelinhas que produzi durante uma sessão de modelo vivo, mas em vez de desenhar a modelo no estilo clássico, dentro dos cânones universais, resolvi já ir direto transformando-a em estilo cartum. Farei mais isso, gostei muito da experiência. As artes deixam de lado seu clima sóbrio e passam para um ar mais alegre e descontraído, dando certa emoção aos desenhos. Por isso dei o nome dessa minúscula série, que há de render, de Inebriada e Feliz.